Sendo um dos filmes mais aguardados para o ano de 2026, "Michael" é a mais recente cinebiografia de um dos maiores ícones do cenário musical mundial, Michael Jackson.
O filme acompanha a trajetória dos primeiros 20 anos de carreira do cantor, desde sua estreia com o grupo Jackson 5 durante a década de 1960 até meados dos anos 1980, quando, até então, alguns dos seus maiores sucessos foram lançados.
Crítica x público
No momento atual, a recepção do público e da crítica sobre o longa-metragem tem sido bastante discrepante.
No site Rotten Tomatoes, por exemplo, conhecido por ser um parâmetro para avaliação de filmes, a porcentagem dos especialistas aparece por volta de 37%. Por outro lado, para o público geral, a aceitação alcança incríveis 97%.
Na opinião dos críticos, Michael é uma cinebiografia muito polida, sem grandes reviravoltas ou polêmicas que inevitavelmente rondaram o cantor. Vale adicionar uma informação importante no contexto: a própria família Jackson é a produtora executiva do filme, portanto, de fato, muitos assuntos podem ter sido mencionados superficialmente, visando não comprometer a figura que o cantor foi.
Entretanto, para a grande maioria dos fãs e, possivelmente, sempre foi a ideia principal do longa, "Michael" foi proposto a ser a construção do ícone que foi Michael Jackson.
A vida do astro, por si só, não seria fácil de retratar em apenas um filme. Cada acontecimento da carreira dos Jackson 5 ou criação de cada um dos álbuns seria capaz de criar um longa à parte.
Claro que a vida de Jackson teve seus sofrimentos, como retratada sua relação conturbada com o pai, e suas polêmicas, tais como apresentadas algumas das plásticas realizadas. Contudo, as pessoas que gostam do artista não necessariamente querem assistir às partes sombrias do biografado. A ideia é obter a nostalgia e os bons momentos daquela pessoa.
O filme também mostra algumas justificativas para a excêntrica personalidade de Michael, como seu fascínio pelo universo infantil ou mesmo sua obsessão pela aparência, que, de certo modo, também contribuem para explicar acontecimentos futuros que ocorreram na vida deste homem.
Conclusões
A cinebiografia de Michael é, como um todo, para ser um tributo ao Rei do Pop e um entretenimento para os fãs deste artista. Uma figura como Jackson jamais conseguirá ser tratada em apenas duas horas de filme, mas o que foi retratado é um espetáculo musical com os maiores momentos de sua carreira.
Um ponto inegável e surpreendente são as atuações de Juliano Valdi e Jaafar Jackson como Rei do Pop na sua fase criança e adulta, respectivamente. Ambos os atores trouxeram performances incríveis, principalmente Jaafar, que apresentou grande similaridade física e corporal com o tio paterno. Também se destacam as cenas com Colman Domingo, intérprete do pai Joseph, que trouxe momentos que faziam o público odiar ainda mais o patriarca Jackson e explicavam o porquê de certas atitudes do astro.
"Michael", sem dúvidas, pode ser classificado, para muitos, como um filme "chapa branca", que visa exaltar Michael Jackson como artista, a persona Michael Jackson, e não especificamente como pessoa interior, apesar de mencionar algumas vezes esse ponto. E, no fim das contas, às vezes é apenas o que o fã que conhece a fundo os aspectos da vida do retratado ou o ouvinte casual deseja: apenas apreciar o famoso, que, inclusive, muitos não vivenciaram o fenômeno que foi o eterno Rei do Pop.
De sofrimento já basta a vida, então, por que não aproveitar os bons momentos com uma trilha sonora de extrema qualidade, como a discografia de Michael Jackson?

Adorei a análise do filme, não tinha parado para refletir sobre o porquê da crítica ter sido muito dura. Assisti recentemente e fiquei apaixonada com o filme e com vontade de escutar de novo as músicas do Michael.
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